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Sobre a História

Autoria: Archimedes Naspolini Filho

PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL SEM EXPRESSA CITAÇÃO DA FONTE, nos termos da Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998.

Os fundadores

Tem-se como oficial a data de 6 de janeiro de 1880 como aquela do início da colonização de Criciúma. Há uma corrente que afirma que os italianos chegaram por aqui no final do ano de 1879. Seis de Janeiro, por ser a data dos Reis Magos e a do aniversário do Cel. Pedro Benedet, um dos imigrantes, foi convencionada como a da chegada dos italianos.

Integrantes de 22 troncos familiares, todos provenientes do Norte da Itália - Vêneto - foram os desbravadores deste município, a saber: Barbieri, Benedet, Billezimo, Casagrande, Dario, Darós, De Lucca, Martinello, Meller, Millanese, Milioli, Netto, Ortolan, Pavan, Piazza, Pierini, Pizzetti, Scotti, Sonego, Tomé, Venzon e Zanette num total de 141 pessoas.

Depois de 30 dias no mar, embarcados no Porto de Gênova, desembarcaram no Rio de Janeiro, baldearam para um outro navio e vieram a Florianópolis. Noutro barco, viajaram até Laguna e, daquele Porto, até Pedras Grandes, então município de Tubarão, em canoas e sobre carroças margeando o rio.

De Pedras Grandes, com o auxílio de carros de boi, cavalos e a pé, viajaram até Urussanga (Rancho dos Bugres) e dali, por picadas abertas por corretores de colônias e aquelas dos tropeiros provenientes do Planalto serrano, rumaram para as colônias que lhes foram reservadas ainda na península itálica.

Em Criciúma, alojaram-se num casarão que permitia - pelo menos - que as mulheres e os mais velhos tivessem um teto para se abrigar. E começou a jornada. Dura jornada que contou com todas as adversidades imagináveis.

Plantaram a semente. Com muitas lágrimas e suor, regaram a planta dessa semente nascida. Deram-lhe o nome de Cresciúma, nome da vegetação gramínea que abundava suas terras centrais.

Numa crônica alusiva à passagem dos 122 anos de sua fundação, (6.1.02) foi sintetizada a sua história assim: "Criciúma festejou mais um aniversário. Daquele 1880 até aqui são passados 122 janeiros. Cento vinte e dois janeiros que comemoram muita luta, muito trabalho, muita fé, muita esperança, muita saudade. Partir para o eldorado prometido e encontrar as adversidades impostas por uma realidade bem diferente, onde tudo estava por ser feito, deve ter sido 'uma barra'.

Fala-se da presença de índios mas, com certeza, estes foram os que menos incomodaram haja vista que, ao final do Século XIX nossos silvícolas já tinham, praticamente, sido expulsos de todo o litoral. Onças e outros animais silvestres, estes sim em abundância, faziam arrepiar os cabelos dos nossos colonizadores. Os meios de comunicação resumiam-se num caminho de tropeiros procedentes do planalto serrano e daquele percorrido pelos corretores que ganhavam dinheiro mapeando e vendendo colônias. Não havia correio nem telégrafo. Este luxo estava reservado para a praça de Laguna então a metrópole de todo o Sul.

Um misto de muita luta e de muito trabalho deve ter povoado a cabeça de cada um dos imigrantes, homens e mulheres, mulheres e homens que, não tivessem construído o que construíram mereceriam nossas palmas por essa teimosa tenacidade.E a fé. É preciso que nos situemos no tempo para encontrar aquele punhado de gente procedente da mesma região do Norte italiano, economicamente pobres, intelectualmente fracos mas, todos, muito fortes na fé. Fé em Deus a Quem temiam e louvavam na reza de orações que reuniam toda a comunidade numa e noutra casas a cada entardecer. Fé e esperança de que, num futuro não muito distante, a semente que plantassem daria bons frutos.

Sinopse
Fundação - 6 de janeiro de 1880.
Emancipação - 4 de novembro de 1925.
Instalação - 1º de janeiro de 1926.
População: 202.395 habitantes (Fonte: IBGE - 2013)
Eleitores, em três zonas eleitorais: 139.614 (Fonte: TRE - 2012)
Área: 235,627 km2.
Posição Geográfica: 46 metros acima do nível do mar.
Coordenadas Geográficas: 28º40'28"de latitude sul e 49º22'02"de longitude W.GR. Sede da microrregião do carvão e da Associação dos Municípios da Região Carbonífera.

Símbolos Municipais

Hino Municipal

Letra por Gessy Cheren Stoco Melodia por José Acácio Santana

Criciúma nasceste menina,
Foi teu berço plasmado em carvão,
Hoje és uma aurora brilhante,
De uma nova e feliz geração.

Estribilho
Salve, salve Criciúma
Ao Brasil queres servir
De carvão foi o teu berço
De progresso é teu porvir

Criciúma outrora tu foste
A semente modesta e feliz
Hoje és capital do trabalho
E orgulho de nosso país.

Criciúma és mãe dedicada
Destes filhos de teu céu azul;
és do amor, a canção mais sublime,
Prazerosa rainha do sul.

Perfil do município

Neste espaço, a Fundação Cultural de Criciúma destaca alguns dados históricos, geográficos e econômicos sobre a maior cidade do sul de Santa Catarina.

História - A fundação de Criciúma deu-se no ciclo da imigração européia do século XIX, com a chegada das primeiras famílias de imigrantes - 139 pessoas, procedentes das regiões de Veneza e Treviso, na Itália. Esses imigrantes desbravaram a região, enfrentando toda sorte de dificuldades. Construíram casas, estradas e escolas e tiveram a agricultura como principal atividade econômica. A partir de 1890 chegam as primeiras famílias de poloneses, seguidas de imigrantes alemães e dos descendentes de portugueses vindos da região de Laguna.

Características - Maior produtor nacional e segundo maior produtor mundial de pisos e azulejos, Criciúma é rica em cultura e recursos naturais. É também o terceiro maior pólo nacional na produção de jeans e o maior pólo estadual do setor de confecções.

Data de fundação - 06 de janeiro de 1880.

Data festiva - 06 de janeiro (aniversário da cidade) e 04 de dezembro (Dia de Santa Bárbara, padroeira dos mineiros).

Principais atividades econômicas - O carro-chefe da economia de Criciúma é o setor cerâmico, mas também se destacam os setores metalúrgicos, supermercadista, vestuário, carvão, construção civil e setor químico.

População - 202.395 habitantes, segundo estimativa do IBGE para 2010

Colonização - Italiana, alemã, polonesa, portuguesa e africana.

Localização - Extremo sul, a 200km de Florianópolis.

Área - 235,627km2.

Clima - Subtropical, com temperatura média entre 15ºC e 30ºC.

Altitude - 46m acima do nível do mar.

Cidades próximas - Araranguá, Içara, Morro da Fumaça, Urussanga, Siderópolis, Nova Veneza.

Resumo Turístico da cidade - Criciúma é conhecida por ser a Capital Brasileira do Carvão e do Revestimento Cerâmico. No seu subsolo abriga uma das maiores reservas minerais do País. A Mina de Visitação Octávio Fontana, permite uma visão da evolução histórica da riqueza extrativa da cidade. Em seu interior há uma capela, um museu e um bar. Colonizada por italianos, a cidade recebeu também poloneses, alemães, negros, portugueses e árabes em diversas fases do seu desenvolvimento. A Quermesse da Tradição e Cultura, uma grande festa étnica que acontece no mês de setembro e leva milhares de visitantes à cidade, é uma homenagem a esses imigrantes.

Pontos Turísticos - Visite as Igrejas de São José, de Nossa Senhora da Salete - com passagens da Via Sacra, pintados em óleo sobre tela pelo artista Willy Zumblick - e de São Paulo Apóstolo, que expõe uma cruz de cerâmica, de 6m x 3,70m, de autoria da artista Jussara Guimarães. Conheça também a Gruta Nossa Senhora de Lourdes.

Cultura - Visite o Museu de Colonização Augusto Casagrande, um antigo sobrado com a típica arquitetura do interior da Itália do século XIX, e o Memorial da Cidade, que homenageia as cinco etnias formadoras do povo criciumense e em cujo subsolo fica o Museu da Cidade. Não deixe de conhecer o Monumento aos Mortos e Desaparecidos Políticos e, no sábado pela manhã, na Praça Nereu Ramos, vá ao Bric do Calçadão, onde artistas e artesãos expõem e comercializam suas peças.

Infra-estrutura turística - O Teatro Municipal Elias Angeloni é a única sala de espetáculos do sul do Estado, onde têm lugar peças de teatro, apresentações musicais, balé, palestras, seminários e encontros. Outro ponto destacado é o Espaço Cultural Jorge Zanatta, no prédio do Conselho Nacional do Petróleo, com Galeria de Arte e Pinacoteca. O novo pavilhão de exposições, José Ijair Conti, tem sido local de abrigo de muitas feiras e eventos que movimentam Criciúma. A rede hoteleira é a melhor da região e existem diversos restaurantes de nível internacional, principalmente italianos.

Fonte: - Fundação Cultural de Criciúma | Casa da Cultura | Instituto Brasileiro de Geografias Estatísiticas (IBGE) | Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) | Portal de Turísmo do Governo do Estado de Santa Catarina

Indicadores Ecônomicos

IDH - 0,788 Fonte Atlas Brasil: 2013

PIB - R$ 3.556.411.000,00 Fonte: IBGE/2010

PIB - per capita - R$ 18.552,25 Fonte: IBGE/2010

Como Chegar - Acesso rodoviário pela BR-101, 192km ao sul de Florianópolis e 90km ao norte da divisa com o Rio Grande do Sul. Aeroporto a 15km de distância do centro da cidade, em Forquilhinha.