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Vigilância Epidemiológica de Criciúma intensifica combate ao Aedes aegypti

Em 11 meses, Programa de Combate à Dengue identificou 12 focos do mosquito transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya
 / Fotos: Émerson Justo/Arquivo Decom Texto: Fagner Santos

A Administração Municipal, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Vigilância Epidemiológica de Criciúma, intensificou os trabalhos preventivos de combate ao mosquito Aedes aegypti. De acordo com a supervisora do Programa de Combate à Dengue, Louise Romansini, somente em 2017, 12 focos do mosquito transmissor da dengue, zika vírus e febre chikungunya foram encontrados em Criciúma.

Conforme Louise, dos focos detectados, sete foram identificados no distrito do Rio Maina, em armadilhas monitoradas por profissionais do Programa de Combate à Dengue. “Possuímos aproximadamente 700 armadilhas em pontos estratégicos de Criciúma. Sempre que encontramos um foco em armadilhas, realizamos varreduras de 300 metros no entorno do local onde detectamos o foco do Aedes. No Rio Maina, os pontos de proliferação do mosquito estavam próximos, o que potencializa a ação do agente transmissor. É por isso que o apoio dos moradores é importante para fortalecermos o combate à dengue”, comenta.

No bairro Quarta Linha, a Administração Municipal identificou dois focos do Aedes aegypti. Os demais focos foram encontrados nos bairros Sangão, Jardim Maristela e Vila Francesa. “A melhor maneira de impedir a proliferação do mosquito é realizar ações de prevenção e eliminar pontos com água parada. Além de fiscalizar o próprio terreno, é essencial que os moradores fiscalizem o terreno de vizinhos. Muitas vezes, mesmo sem perceber, acabamos deixando brechas para o Aedes”, acrescenta Louise.

Em Santa Catarina, conforme o último boletim da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), do Governo do Estado de Santa Catarina, entre janeiro e outubro deste ano, 9,4 mil focos do mosquito Aedes aegypti foram encontrados em 141 municípios catarinenses. Neste mesmo período, em 2016, foram identificados 6,3 mil focos em 133 cidades.

Em Criciúma, para denunciar localidades com água parada, os moradores devem entrar em contato com a Ouvidoria da Administração Municipal, através do número 156.

Confira algumas dicas para combater o mosquito Aedes aegypti:

- Eliminar/vistoriar objetos ou localidades que possam acumular água parada, como pneus, garrafas, piscinas e calhas de chuva. A fêmea do Aedes aegypti pode colocar até 100 ovos por vez, que resistem até 18 meses sem contato com a água

- Não deixar lixo jogado nas ruas. Manter as lixeiras sempre tampadas

- Checar diariamente potes de água e de comida de animais. Lavar os potes com uma escova, ao menos, uma vez por semana

- Colocar areia nos pratos de plantas. Plantas que acumulam água, como bromélias, devem ser limpas, ao menos, duas vezes por semana

- Evitar deixar tubulações, ralos e banheiros sem uso por muito tempo. Manter os sistemas limpos e desentupidos

- Limpar a caixa d’água sempre que possível, além de vedar a estrutura

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