Prefeitura avalia afastamento de funcionários públicos em licença médica
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Prefeitura avalia afastamento de funcionários públicos em licença médica
Será criado um grupo de médicos especialistas para auxiliar os profissionais do CriciumaPrev na avaliação dos pedidos de afastamento dos servidores públicos
Data: 27/06/2018    Última Atualização: 27/06/2018    Texto: Ana de Mattia    Foto: Divulgação/Decom    Categoria: Governo  

Em reunião na última segunda-feira (25), o prefeito Clésio Salvaro e profissionais do CriciumaPrev debateram medidas para reestruturar a Junta Médica do Município de Criciúma, bem como, diminuir os afastamentos dos servidores públicos. Só no mês de junho já são 313 profissionais em licença. Destes, 192 são servidores na área da Educação, 90 da Saúde e 31 são de outros setores.

Conforme o presidente do CriciumaPrev, Darci Antônio Filho, os excessivos afastamentos prejudicam a prefeitura e o instituto. “Isso impacta em torno de R$ 300 mil ao mês para o CriciumaPrev. Além disso, contribui para o crescimento do déficit atuarial que está em R$ 599 milhões, sendo este valor, uma projeção de reserva matemática necessária para garantir o pagamento futuro de todos os benefícios previstos em lei, até a extinção do grupo de servidores vinculados até a presente data”, explica o presidente.

Para avaliar o percentual de afastamentos, será criado um grupo de médicos especialistas que estarão dando apoio à Junta Médica. Serão um psiquiatra, um ortopedista, além de um assistente social para analisar os casos e verificar denúncias dos casos de aposentadoria por invalidez e especial.

“Esse assunto é relevante e é importante ser discutido. Para melhor avaliar, os especialistas irão auxiliar a Junta Médica, mas sem prejudicar o atendimento à população, para que possamos rever a quantidade de profissionais afastados”, ressalta o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro.

“É necessário também instituir programas de prevenção à saúde do trabalhador, diminuindo os afastamentos e, principalmente, melhorando a qualidade de vida laboral dos nossos servidores”, acrescentou a secretária de Saúde, Francielle Gava.