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Praça Nereu Ramos: 80 anos de história

O projeto da praça começou a surgir em 1930, quando o então prefeito Cincinato Naspolini, que hoje dá nome ao Parque das Nações, tinha a intenção de construir uma praça para embelezar a cidade.
 / Fotos: Fran Lima Texto: Mateus Mastella

Coração da cidade de Criciúma, a Praça Nereu Ramos completa mais um ano de história. Fundado em 15 de dezembro de 1931, o local é ponto de referência para os moradores do município, que se encontram a todo o momento para descansar, colocar o “papo” em dia e relembrar histórias que deixam saudade ao longo dos anos. A senhora de 80 anos, com as obras de revitalização promovidas pelo Governo do Município, prepara-se para ter um aspecto rejuvenescido.

Ponto predominado, principalmente nessa época do ano, pelas bolsas das diversas lojas do comércio da região central, por muito tempo era o local de lazer das pessoas. “A gente costumava brincar, reunir as amigas e passar a tarde se divertindo. Quando estávamos aqui, a alegria tomava conta da gente e nada nos atrapalhava”, relembra emocionada a professora aposentada de 79 anos, Gilda Benedet.

O projeto da praça começou a surgir em 1930, quando o então prefeito Cincinato Naspolini, que hoje dá nome ao Parque das Nações, tinha a intenção de construir uma praça para embelezar a cidade. A área central foi escolhida porque era ponto de referência para a população, que se encontrava para participar do comércio e frequentar as missas na igreja São José, hoje Catedral Diocesana.

Segundo informações do historiador, Mario Beloli, em 1931, no mês de julho, Naspolini contratou um jardineiro/arquiteto para planejar o ponto de referência da cidade capital do carvão.“Ele planejou a praça de forma espetacular. O miolo da praça é um ponto zero, onde todas as pessoas podem ir para qualquer lugar. O jardineiro se planejou nos pontos cardeais, pensando no futuro. A prefeitura só comprou uma corda, um caneco e uma tesoura. O jardineiro que fez tudo”, conta.

Atualmente a praça está sendo reformada pelo governo do município e deve ficar pronta em pouco tempo. Para Gilda Benedet, a reforma que vem ocorrendo só tem a melhorar para a população. “Ainda gosto de caminhar e de ver o quão bonita está ficando isso aqui. Parabenizo o prefeito pela coragem de melhorar o visual dessa praça”, explica.

Quem viveu a praça

Para o técnico em cerâmica Mario Fernandes Nereu Ramos traz muitas lembranças boas.“Quando eu era pequeno, brinquei muito nessa praça. Nós jogávamos taco e ficávamos até altas horas rindo e contando várias histórias”, ressalta.

Curiosidades da praça

Casamentos, brincadeiras, locais de encontro, confusão com a polícia. Tudo isso foi presenciado durante os anos de história da praça. O historiador explica que a Nereu Ramos não era apenas um ponto turístico.

“As pessoas se encontravam, conversavam e até muitas vezes namoravam. Teve uma vez também que a polícia meteu bala de borracha em todos da praça por causa de uma informação errada”, relata.Beloli ainda explica que o jardineiro que ajudou a construir a praça colocou uma cerca para proteger as mudas que foram plantadas logo após a inauguração do novo ponto turístico.

“Como era perto da serra, o pessoal descia com cavalos para fazer comércio no Centro e os colonos, quando chegavam, não queriam nem saber e passavam por cima das mudas que tinham sido plantadas. O jardineiro, que morava em frente à praça, colocou uma cerca e deixou aproximadamente seis anos, até as mudas ficarem grandes para não serem destruídas pelos cavalos”, conta.

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