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Mulheres se tornam protagonistas de suas vidas com Projeto Amora da Unesc

Formatura foi realizada na última terça-feira (31), no auditório Ruy Hülse
 / Fotos: Jhulian Pereira Texto: *Unesc

Ao conhecer seus direitos, uma outra mulher nasceu de dentro da Rosicleia Ferrarez. Dentro de casa, aceitar tudo que lhe era imposto estava causando cada vez mais complicações e violências, que a faziam se sentir diminuída e anulada. Foi quando ela conheceu o projeto de extensão “Amora: Capacitando Mulheres em Direitos Humanos”, da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), que a levou para um caminho desconhecido: o de protagonizar sua própria vida. Ela faz parte do grupo de cerca de 40 mulheres que receberam o certificado do projeto, na tarde desta terça-feira (31).

Desde sua criação, o projeto já atendeu mais de três mil mulheres e têm mostrado importante relevância social na vida delas. Rosicleia conta que hoje consegue impor sua opinião no dia a dia, tanto dentro de casa quanto fora dela. “Eu vivia em um relacionamento violento, abaixava a cabeça para tudo. Mas o projeto me mostrou que eu não devo ficar calada, muito menos aceitar ser humilhada. Hoje me sinto com muito mais atitude em tudo na minha vida, meu casamento é outro, sou uma nova mulher”, comentou.

Durante todo o ano, o projeto ocorreu uma vez por mês em cada um dos seis CRAS de Criciúma: Cristo Redentor, Renascer, Próspera, Tereza Cristina, Santa Luzia e Vila Miguel. A capacitação foi realizada pelas bolsistas Camila Maffioleti Cavaler, do curso de Psicologia, e Maria Rachel da Silva de Mello, do curso de Direito, sob a supervisão das professoras do curso de Direito, Mônica Ovinski de Camargo Cortina e Janete Triches.

Segundo a professora Mônica, as atividades são desenvolvidas de forma prática, com diálogos que transmitem às mulheres o conhecimento de seus direitos. “Dentro delas existem as chaves que abrem essas portas, nosso intuito é fazer com que elas se sintam donas de si mesmas. Elas sabem que os Direitos Humanos são para todos, mas muitas não se enxergavam nem como sujeitos dentro da sociedade. Nós debatemos a autoestima, a busca pelos sonhos, o mercado de trabalho, política, entre outras questões”, ressaltou.

Complementando, a professora Janete comentou como elas se sentem no primeiro contato com o projeto. “Elas chegam com um sentimento de culpa, como se a violência que elas sofressem, seja doméstica, moral, ou de qualquer outro tipo, fosse culpa delas, como se elas merecessem aquilo. Mas nós estamos ali para mostrar que elas são as vítimas, que existe um sistema econômico, social, político e cultural que trabalha o imaginário popular e que faz nascer essa culpa. É a partir do movimento do projeto que nós mudamos esse olhar”, fortaleceu Janete.

Formatura

Com um café e uma solenidade de entrega de certificados, o projeto finalizou as atividades nesta terça-feira. Do encontro, também participaram a assessora de extensão da Propex (Pró-reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão), Sheila Matignago Saleh, o coordenador do curso de Direito da Unesc, João Carlos, o vice-prefeito de Criciúma, Ricardo Fabris, o secretário de Assistência Social de Criciúma, Paulo Cesar Bitencourt, e a presidente do Conselho Municipal de Direito das Mulheres de Criciúma Maristela Costa da Silva.

*Conteúdo produzido pelo Setor de Comunicação Integrada da Unesc.

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