Funcionários do programa Inclusão Social recebem orientações sobre drogas
Capacitações acontecem uma vez ao mês com assuntos de acordo com a realidade dos trabalhadoresCom os registros de violência e consumo de drogas na região o governo do município têm procurado buscar sempre a prevenção. Como ocorrem com frequência cursos de capacitações para os funcionários da prefeitura que participam do Projeto de Inclusão Social, o tema da tarde desta quinta-feira foi “O uso de drogas lícitas e ilícitas”. O encontro da secretaria do sistema Social aconteceu no salão Ouro Negro do Paço Municipal Marcos Rovaris, com a palestra de responsabilidade do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) do sistema da Saúde.
Os trabalhadores do Programa Inclusão Social são integrantes de famílias com histórico de risco e vulnerabilidade social. Conforme a psicologia do projeto, Daiana Carla Coan, geralmente nessas casas existe pessoas que possuem algum vício ou até o próprio trabalhador pode consumir alguma droga. “Na palestra eles são alertados quanto ao mal que uma droga pode fazer ao organismo e à sociedade”, destacou. No último encontro o tema escolhido foi autoestima e o objetivo desta tarde foi de ouvir as pessoas sobre o que desejam conhecer e saber. “Com essa oportunidade de trabalho e essas capacitações todos conseguem ter mudanças de vida”, relatou Daiana.
A lei da Inclusão Social foi implantada no município em 2002. Desde lá os cidadãos que vivem em situação de vulnerabilidade social e possuem falta de escolaridade conseguem a inserção no mercado de trabalho. Cada colaborador recebe um salário mínimo, vale transporte, alimentação e, de acordo com a frequência, uma cesta básica, tudo custeado pela secretaria do sistema Social. A psicóloga explica que os contratos têm duração de dois anos, prorrogáveis para mais dois anos.
Há três meses Maria Elisabet dos Santos Mezzari, de 55 anos, trabalha como cozinheira no Abrigo da Mulher. Como possui quatro filhos ela sempre trabalhou em casa como costureira e neste ano conseguiu o primeiro trabalho com carteira assinada. “Por quatro anos fui voluntária em uma Ong, mas o dinheiro faz falta. Lá no abrigo além de cozinhar ainda decoro o espaço”, contou entusiasmada. Segundo Bete, como é conhecida, as mulheres que vão para o abrigo estão tristes e precisam encontrar um lugar alegre. Quanto as palestra ela garante já ter adquirido muito conhecimento. “Dois filhos meus na adolescência, com 15 e 12 anos, então é importante saber como agir para que não caiam no mundo das drogas”, revelou a moradora do bairro Anita Garibaldi.
A próxima capacitação do programa será um pouco diferente e Bete já está com o figurino pronto. No dia 20 de julho acontecerá no Horto Florestal a festa julina do grupo Inclusão Social. O intuito é integrar a equipe e levantar a autoestima dos colaboradores.
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