Alunos revivem a história da ferrovia de Criciúma
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Alunos revivem a história da ferrovia de Criciúma
Projeto Estação do Saber já proporcionou visitas de diversas instituições, além de atrair estudantes de outras cidades
Data: 26/10/2012    Última Atualização: 26/10/2012    Texto: Jessica Rosso    Foto: Jessica Rosso    Categoria: Fundação Cultural de Criciúma  

 

O projeto Estação do Saber tem movimentado a cultura de Criciúma e incentivado a população a fazer um resgate histórico. Os trabalhos são desenvolvidos no Memorial Casa do Agente Ferroviário Mário Ghisi, para estudantes, sobre a história férrea do município. Até o momento, mais de 20 instituições de ensino já passaram pelo local, como as escolas Maria Angélica Paulo e a Joaquim Ramos. O trabalho tem encantado tanto os visitantes que no próximo mês a Escola SESC de Lages virá para a cidade do Sul conhecer o local.

De acordo com a coordenadora Márcia Beatriz Figueredo, o nome da Casa é uma homenagem há um lanterneiro chamado Mário Ghisi que morreu enquanto trabalhava. “Ele tinha 33 anos e seis filhos. Estava fazendo manutenção nos trilhos quando foi atropelado pelo trem. Uma tragédia que chamou a atenção de toda a cidade e teve uma repercussão em todo o Estado”, explica.

A pedagoga, Cláudia Fraga, comenta que o projeto começou em maio visa repassar essas peculiaridades que foram esquecidas com o passar dos anos. “O convite é feito nas escolas e conforme as disciplinas os professores levam os alunos para conhecerem o acervo”, conta. As turmas que mais visitam são de 3º e 4º anos. “As crianças não vivenciaram essa história e por isso é importante que elas venham conhecer”, recorda. A pedagoga ainda ressalta que as turmas de ensino médio também participam. “Nós notamos que os menores são mais interessados. Normalmente vamos ficando mais velhos e perdemos o interesse pela história, como a da nossa cidade” comenta.

A pedagoga afirma que não é apenas um passeio. “É uma visita de estudo que depois é cobrado em sala de aula”, salienta. Em média a visita dura em torno de 1 hora. “O que chama a nossa atenção é a participação dos pais, os quais começaram a vir depois que o filho veio com a escola”. Um dos motivos é a lembrança entregue para os alunos. “Eles levam para a escola uma folha com lápis de cor e escrevem o que acharam. Essas folhas ficam expostas na Casa por algum tempo e depois são devolvidas para os alunos”, acrescentou Cláudia.

Entre os objetos encontrados na casa estão os quadros com fotos históricas, materiais ferroviários e uma miniatura da Marion que funciona com energia. Foi o aposentado Antônio Eleutério Marcílio quem construiu a máquina durante um ano e 45 dias. “Quando eu era novo entrei em uma Marion e adorei o que vi. Assim tive a ideia de criar uma réplica em miniatura, mas não sabia como fazer. Então ouvi uma voz”, relatou.

Marcílio recorda que foi tocado por Deus, o qual ele mesmo denomina como o engenheiro de todo o projeto. “Ele me mostrou a madeira que eu tinha que usar e me deu as instruções. Eu não sabia ler e escrever, porém sempre tive curiosidade em construir coisas e ele me ajudou”, conta. Na miniatura, Marcílio colocou uma frase que segundo ele também foi dita pela voz. “Com ajuda de Deus eu tiro a terra e ganho o pão com a mini marion”. A obra pesa 102 kg. Através do trabalho voluntário o inventor está sempre a disposição para ir à Casa do Agente Ferroviário Mário Ghisi fazer uma demonstração da máquina para os visitantes.

O projeto segue até o final do ano e as visitas podem ser feitas das 8 horas ao meio dia e das 13 horas às 17 horas, de segunda-feira a sexta-feira.

 

 


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